Domingos Sávio Fontes, Savinho, foi meu padrinho de crisma. Filho de Lindouro Fontes e Da. Adelaide Fontes, foi casado com Marina Tavares Fontes, e, trágica e precocemente, faleceu vitimado em acidente automobilístico. Deixou viúva e seus dois filhos.
Funcionário público estadual, Savinho era uma pessoa supersimpática; sorriso largo e espontâneo; pai amoroso; sempre com um amigável e afável abraço para com seus amigos.
“Meu afilhado”, dizia ele quando nos víamos.
“Dê cá um abraço!”, convidava-me sorrindo. ...Sim, ele era o “meu” padrinho Savinho !
Em 1994 eu gerenciava a agência Rua Goiás, do Banco do Brasil, em Divinópolis, e, num dos dias de novembro, saí da agência para visitar um Cliente próximo dali. Visita feita, retorno à agência. Passando pela loja de materiais de construção do José Maria Nogueira, outro Cliente, não sei porque, resolvi entrar e fazer-lhe uma rápida visita. Assim o fiz.
Chego à antessala, anuncio-me, sou convidado a entrar e lá estava o José Maria atendendo um jovem representante comercial. Sento-me ao lado dele, e, naquele mesmo instante, alguém chama José Maria para solucionar algo na área do atendimento comercial.
Ficamos ali, o jovem e eu. Apresentamo-nos mutuamente. Pergunto em que ele trabalha, ao que me responde ser representante regional da Hansen Industrial – TIGRE, empresa catarinense de grande porte. Indago se ele é catarinense e ele me responde ser mineiro. Também me identifico como mineiro e lhe pergunto de onde ele é, ao que ele responde:
LEOPOLDINA. Brinco e pergunto:“Será que você gosta tanto de lá quanto eu?” ...ao mesmo tempo em que mostro minha identidade ao jovem conterrâneo. Leopoldinenses!
Pela diferença de idade entre nós,indago, claro, pela sua família e ele me responde: “Tavares, lá da Gráfica Leopoldina.”
Ao que prontamente respondo: “A irmã do Mauro, Marina, é viúva do meu padrinho de crisma, o Savinho.”
Atônito, o jovem me responde: “EU SOU FILHO DO SAVINHO E DA MARINA.”Era o Alan, de quem eu me lembrava quando ele era criança. Emocionados, continuamos a conversar. Eu, falando sobre o “meu” padrinho. E, ele, com olhos lacrimejantes, atentamente ouvindo as narrativas que eu fazia sobre o PAI dele.
Sabe, Edson, TODAS as pessoas quando se referem ao MEU PAI têm palavras como as tuas para com ele. Mas... eu NÃO CONHECI MEU PAI pois era muito criança quando ele morreu. A imagem que tenho dele são formadas por comentários como o de agora.
José Maria retorna à sala; narro para ele a FELIZ COINCIDÊNCIA entre Alan e eu; despeço-me de ambos; preparo-me para sair e José Maria me pergunta:“Edson, o que você queria comigo? Ao que respondo: “O que seria uma visita de cortesia, tornou-se-me um grande evento, pois revivi momentos e conheci “ALAN FONTES, O FILHO DO “MEU” PADRINHO”.
Edson Gomes Santos – Divinópolis-MG - 2008