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| SÓ UM CADINHO MIÓ |
| Atualizado em 13/07/12 - 09h34 |
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Pe. ELCIO José de Toledo, SJ
Enviado por Edson Gomes dos Santos
"Já rodei muito na vida, Quase o Brasil inteiro Estradas do norte e do sul Sem ter nenhum paradeiro. Mas vou contar uma coisa E nisso sou bem verdadeiro Se o mineiro sai de Minas Minas nunca sai do mineiro
E não pode sair mesmo Digo de um jeito maneiro Depois de conhecer o Brasil Eu posso dizer bem faceiro Que quem conhece Minas, Conhece o Brasil inteiro E orgulhar-se de ser de Minas É orgulhar-se de ser brasileiro.
Veja o Norte de Minas Igual a cearense Icó Tanta seca e pobreza Que faz qualquer um sentir dó Aquele calor e secura Lembra o sertão Seridó Ali é praticamente o Nordeste. Só que “um cadinho mió” Sim, Minas também tem nordeste Jequitinhonha, dizia minha avó. Gente aguerrida e guerreira Que sempre aguenta o jiló Mas que sabe descansar sossegado Pescar, esperar o anzol. Parece o povo baiano Só que um “cadinho mió”. Mas é no vale do Mucuri Que a terra parece de um faraó Lá tem gente honrada e honesta Que não vai para o xilindró Lá o pessoal aproveita de tudo Dá valor até ao mocotó Parece muito a Paraíba Só que é um “cadinho mió”
E o povo do nosso Rio Doce Povo moreno queimado do sol Mas que trabalha na terra Quieto poupando o gogó Naquelas terras bonitas Canta alegre o curió É um pedaço do Espírito Santo Só que um “cadinho mió”.
E na zona da Mata Antes, lá era o cafundó. Hoje tem gente que pensa Que lá só é festa: samba, baião, carimbó Mas lá se trabalha bastante Não pense que é só futebol Lá é igual o Rio de Janeiro Só que um “cadinho mió”.
E o nosso sul de Minas Perseverante como o profeta Jó Gente que não teme o trabalho Num labor de sol a sol Terra de gente importante Vestida de gravata e paletó Parece o povo paulista Só que um “cadinho mió”.
E o povo cafeeiro Com os pés sujos de pó Não têm medo de nada Neles ninguém dá o nó Café com leite no Brasil É o nosso grande xodó Parece o sul de Brasil Só que um “cadinho mió”
O povo do Triangulo Que usando um braço só Derruba um boi pelo chifre Faz dele um simples totó È um povo esperto e matreiro Que não perde tempo fazendo filó Igual o povo do Mato Grosso Só que um “cadinho mió”.
E nas nossas Cidades Históricas Tudo no estilo rococó lugar de gente ilustre Tiradentes, Juscelino, Zé Arigó Terra de revolução e de luta Inconfidência, revolta, quiproquó Poderia ser a capital do país Só que um “cadinho mió”
E no Alto Paranaíba Café, pães de queijo e de ló De frutas gostosas, o abricó Lugar de aves campeiras A ema, o pavão, o carijó Lugar de festas famosas Rezas, danças, forró Parece muito Goiás É só um “cadinho mió”.
Se em Minas está o Brasil Em Belo Horizonte o Brasil é um só Mineiro de todos os lados Juntos, amarrados com grande nó Aos pés da serra do curral Pertinho da serra do cipó Não deve nada pra nenhuma capital Só que a nossa é MUITO E MUITO MIÓ."
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comentários |
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PLINIO ALVIM - ALÉM PARAÍBA/MG
[13/07/12 - 10h10]
Este texto é ótimo; como também ótima foi a iniciativa do Edson de enviá-lo para o Leopoldinense. Guimarães Rosa - que passava férias aqui pertinho, na Fazenda Sto. Antonio da Boa Esperança, em Sapucaia-RJ - dizia que "Minas são muitas". |
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