Por sugestão de pessoa muito querida,
eis-me a falar sobre assunto que sei não dominar: Olimpíadas !
Mesmo quem não é viciado em televisão,
mesmo que a toda poderosa TV Globo tenha perdido a concorrência para a
evangélica TV Record, nestes dias não há como fugir do assunto Olimpíadas,
ainda que este não tenha um ínfimo da projeção se comparado com o interesse do
brasileiro pelo futebol.
Hoje todo mundo sabe que as Olimpíadas
começaram na Grécia e que a finalidade é
o congraçamento entre os povos. Parte-se da premissa de que o importante
é competir, buscando sempre um caminho para a frente, para o alto; ganhar é
consequência de aptidões, treinos e muito dinheiro investido. Cada história da vida de um atleta olímpico é
extraordinariamente emocionante e se a gente se coloca no lugar de um deles
logo vê que é preciso muito empenho para treinar quatro anos em ritmo
crescente, superando as dores, os medos e as limitações, em busca do
reconhecimento mundial, além do próprio, preparando-se para uma disputa que
pode ser perdida num átimo de segundo. E
cada decisão emociona, com alegria ou tristeza,
quem está assistindo.
De meu compadre
Luiz Augusto “Guga” Pinheiro Botelho, apesar de jogador/artilheiro de
futebol, ouvi que tinha como sonho
esportivo acompanhar ao vivo uma
Olimpíada. Agora, para 2016, chegou a hora, desde que se esquematize tudo desde cedo.
Eu
sonho é com a Copa do Mundo. Como seu compadre e grande amigo, Telê Santana,
era o técnico da seleção, com amplas possibilidades de vitória na final, o Venício
Barbosa me sugeriu e acatei na hora irmos à Espanha, em 1982. Àquela
época ainda não existia em Leopoldina, a Mundial Tour da Edulce, que lhe reserva passagens, hotel, bilhete de
seguro, e nada perde em atendimento eficiente
para qualquer agência de turismo do mundo. Eu assinava o respeitável Jornal do Brasil e
li que o então soberano diário fretara um navio para levar torcedores à Copa na
Espanha, incluindo hospedagem. Era a sopa no
mel. Já na viagem para o Rio a
fim de fechar contrato, que obrigava
permanência até a final, começaram a brotar questionamentos. E se o
Brasil for logo eliminado, vamos ficar lá com “cara de tacho”? Resolvemos e
trocamos a Copa do Mundo por excursão de
36 dias por vários países, levando ainda nossas esposas por preço total mais em
conta do que gastaríamos apenas nós dois. E que sorte demos, pois, parecendo
que havíamos tido premonição, o excelente time do Brasil foi eliminado logo de
cara.
Da Espanha eu trouxe uma bola de futebol, que tinha em cada gomo o
nome de um país disputante da Copa do Mundo.
Era linda, vistosa demais e, na época em que nossas famílias sempre iam
aos domingos se encontrar na AABB, houve a
“inauguração solene”. Logo que foi dada a saída, algum beque desajeitado
deu um chutão para a lateral, a bola foi de encontro a uma cerca de arame farpado
que nos separava de sitio vizinho e ... furou, murchando em segundos. Ali a
“espanhola” se aposentou, dando definitivo adeus para todos nós. Decepção coletiva !
Antes das Olimpíadas, teremos aqui, em
2014, a Copa de Futebol. Aqui no Brasil
vão se criar cotas para os beneficiários da bolsa-família e para indígenas.
Alguém mais sensato acredita que, pelo menos para as disputas de maior
interesse, tais ingressos não serão
repassados pelos “protegidos” e irão cair na mão de cambistas etc.?
Na Inglaterra, de raça que se diz
superior, não souberam prevenir “ratas” como a da troca da bandeira das
inimigas Coréias e nem organizar o trânsito. O trânsito britânico já foi
censurado pela presidente Dilma Roussef, que o classificou caótico.
Mesmo com toda a parafernália
exibicionista tradicionalmente usada
quando há presença de Chefe de Estado, a comitiva de dona Dilma, sua
filha e assessores e seguranças gastou para percorrer o trajeto do aeroporto
até o hotel mais do que o dobro do tempo
geralmente gasto por cidadãos
comuns em épocas normais. Que tal situação gere frutos e que, lembrando-se do
sofrimento a que foi submetida, nossa
“presidenta” consiga acolhida melhor para quem vier ao Brasil ou quem,
de aqui sendo, vá ao Rio.
Salvo milagre divino, no Rio o caos no trânsito é previsível, pois as estatísticas mostram
que uma média de 776 , isto mesmo, setecentos e setenta e seis, veículos são
atualmente emplacados por dia na outrora Cidade Maravilhosa. Onde veículos vão transitar, nesta projeção,
em 2014 e pior ainda em 2016?
Na
Inglaterra, a festa de abertura, num espetáculo cinematográfico
gigantesco, prestou-se merecida
homenagem ao inventor da internet e ao progresso industrial, além do sempre
enfadonho desfile das delegações.
Aqui, para mostrar que pelo menos não temos
racismo nem desigualdade social, já
exigiram cotas de ingressos a preços mais acessíveis para índios e
beneficiários do bolsa-família. Aqui,
como não se mostrarão os rombos constantes nos cofres públicos, com certeza
serão mostradas lindas mulheres com bunda de fora.
Cada lugar mostrará o que possui. E
pelo jeito, Leopoldina mostrará a medalha de ouro como cidade recordista que
conseguiu passar dois governos municipais com um pseudo-semáforo instalado (na
Getúlio Vargas) que inexplicavelmente jamais foi ligado e com todos os outros – todos sem exceção –
absurda e ridiculamente sem qualquer sincronia.