Nos últimos 10 anos, o número de porções “gigantes” disponíveis
em lojas e lanchonetes aumentou substancialmente, e a maioria desses alimentos são ricos em gorduras, açúcar de adição e calorias. Além disso restaurantes tem servido porções cada vez maiores na tentativa de satisfazer os clientes com “mais comida” por menos dinheiro, excedendo os padrões federais estabelecidos pelo FDA( Food and Drug Aministration).
O aumento do tamanho das porções alimentares pode ajudar a explicar o “Paradoxo Americano”. Esse fenômeno (assim chamado por ter sido primeiramente observado nos E.U.A, consiste no aumento da prevalência de obesidade a despeito da diminuição do consumo de gordura. Embora possa ser explicado em parte pelo sub-relato específico de alimentos ricos em lipídeos, pode contribuir para esse fenômeno a tendência à compensação da energia “diluída” dos alimentos com baixos teores de gordura consumidos em porções cada vez maiores. Ou seja, para compensar a energia que deixou de ser consumida ao se optar por um alimento com baixo teor de gorduras, consumir menos gorduras lhes desse o “direito” de comer mais em volume.
Dessa forma, uma vez que o tamanho de porções pode ter papel importante no desenvolvimento e manutenção da obesidade, orientações a respeito do tamanho de porções alimentares devem começar a fazer parte das recomendações dietéticas para a população.
Dr. Francisco Schettino – Endocrinologia e Metabologia
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