Vale lembrar que não existe nenhuma pesquisa registrada ou divulgada na cidade. Alguns por "experiência" de outras eleições projetam os números de votos que este ou aquele teriam nas próximas eleições.
A verdade é que ninguém pode afirmar com certeza o que decidirá o povo de Leopoldina em 07 de outubro.
Inúmeros são os casos ocorridos por todo o Brasil chamados de "zebra" ou de "reviravoltas". Alguns se tornaram clássicos, como na eleição à prefeitura de São Paulo em 1985 em que Fernando Henrique Cardoso era tido como franco favorito e a dois dias do pleito, de "salto alto" visitou a prefeitura e posou para a imprensa sentado na cadeira de prefeito. Após a apuração, venceu Janio Quadros, que ainda tirou sarro desinfetando a cadeira.
Claro que se pode argumentar que são épocas, cidades e eleitorados diferentes, mas a arrogância de alguns é a mesma em qualquer tempo. Não podemos criar ou adivinhar números futuros, mas podemos recordar os das últimas eleições da cidade.
Lembremos:
Eleições de 1992 - 31.669 Eleitores aptos a votar 27.451 compareceram. Houve 4.218 abstenções (13,29% do eleitorado). Os candidatos a prefeito receberam 24.666 votos. 1.718 votaram em branco e 1.067 anularam. O médico José Roberto de Oliveira do PSC, ancorado num trabalho assistencialista e na popularidade do vice, o ex-prefeito Liliu (PMDB) e com apoio do então Deputado Estadual Bené Guedes (PTB), e do Federal, Sergio Naya (PMDB ) teve 17.223 votos, derrotando o vereador Marco Aurélio Alvarenga Pimentel, o 'Pachá', do PDS , que teve 6.604 votos. Pachá tinha como vice o médico Sebastião Coutinho Ramos (PFL) e era apoiado pelo então prefeito Márcio Freire (PDC) que embora aparentemente bem avaliado, não conseguiu transferir votos. O terceiro colocado, José Ribeiro Farage, o Zé Turquinho, recebeu 839 votos.
Eleições de 1996 – O ex prefeito Márcio Freire (PFL), oposição ao governo Zé Roberto, tendo como vice Darcy Rezende (PL) vence com 13.380 votos o candidato governista José Newton Ferreira de Oliveira (PMDB), seu ex aliado. Zé Newton tinha como vice, o ex-vereador Eli Rodrigues Neto (PSDB) e recebeu 12.831 votos. A professora Terezinha das Graças Raimundo Silvino (PPS ) recebeu 618 votos. A campanha foi marcada pelos programas eleitorais transmitidos pela extinta TV Cidade do deputado Sérgio Naya, por disputados comícios e pela comparação dura entre os candidatos a vice-prefeito. Em 1988 Darcy Rezende, havia sido candidato a vice do candidato do PMDB, Antônio Celso Chaves Junqueira, contra Márcio Freire. Em 96 foi a última eleição municipal com a utilização de cédulas de papel.
Eleições de 2000 – O prefeito Márcio Freire apóia a chapa Zé Newton/Iolanda da coligação PT / PST / PMDB / PDT / PPB que também são apoiados pelo deputado Bené Guedes (PDT). Zé Roberto da coligação PSC / PSDC / PTN / PTB / PSDB tinha como vice o Cardiologista Guilherme Junqueira Reis, ex-vice de Márcio Freire, em substituição a Zé Roberto quando este se recusou a ser vice em 1988. Explorando certo desgaste do governo, Zé Roberto vence com 16.917. Zé Newton fica com 11.062 votos. No governo, Dr. Guilherme rompe com Zé Roberto, como já havia rompido com Márcio Freire.
Daí pra frente, mudanças na legislação eleitoral, impediram a realização de showmícios, boca de urna, distribuição de brindes, como bonés, chaveiros, camisetas entre outras limitações à propaganda eleitoral.
Eleições 2004 – Dos então 37.369 eleitores, 31.789 compareceram às urnas. O prefeito Zé Roberto, candidato a reeleição, tendo como vice o vereador Breno Colli Rodrigues (PTB) obteve 13.950 votos. Bené Guedes, tendo como vice Marcinho Pimentel (PP) obteve 11.844 votos. Zé Roberto foi denunciado pela coligação que tinha como candidatos os ex-adversários em 1988 Iolanda Cangussú (PT) e vice Márcio Freire (PPS) que receberam 3.835. A alegação era de uso da máquina pública e do jornal Oficial Equipe para autopromoção. Zé Roberto foi condenado em primeira e segunda instâncias e concorreu estando sub-judice, Bené que apoiou a ação em segunda instancia,foi declarado prefeito eleito pelo site do TRE. Após recorrer em Brasília e vencer, Zé Roberto tomou posse como prefeito.
Eleições 2008 – O professor, advogado e contabilista Zé Newton tenta pela terceira vez chegar à prefeitura. Apoiado novamente por Zé Roberto, e tendo como vice o presidente da Unimed e Apae, Dr. Marco Antônio, do PT, até então um partido de oposição a Zé Roberto. Recebe 10.690 votos. (36%) O Ex-deputado Bené Guedes(PSDB), com discurso bastante crítico ao governo e pregando a "Mudança" é eleito com 12.248 votos (41%). Seu vice é o Engenheiro da Copasa e seu sócio em alguns empreendimentos, João Ricardo Mothé Fernandes(PDT, hoje no PSB). O Arquiteto e presidente licenciado do SINSERPU Marcinho Pimentel do PP, tendo como vice o ex-vereador Cabo Lúcio (PV) ex aliado de Zé Roberto, tenta se firmar como terceira via. Embora tenha crescido na reta final da campanha e tido desempenho considerado bom no debate promovido no CEFET, fica com 6.654 votos (22%).
Cada um, relembrando estas eleições passadas fará interpretações diferentes, mas pelo menos baseadas em números e não em suposições, desejos ou fantasias.